O peso de ter fiadores no crédito habitação: Como devolver a Liberdade à sua família

Para muitos jovens e famílias em Portugal, o fiador foi a "chave" que permitiu abrir a porta da casa própria. Num mercado exigente, a garantia extra dos pais ou familiares foi, muitas vezes, a única forma de obter a aprovação do banco. Mas o que era uma solução temporária pode tornar-se um fardo emocional e financeiro para todas as partes envolvidas.

O Fiador Não é um Nome no Papel: É um Risco Ativo

Ser fiador significa assumir a responsabilidade total pela dívida caso o titular principal falte ao pagamento. Este compromisso tem impactos reais na vida dos seus pais ou amigos:

  • Capacidade de Crédito Reduzida: Enquanto forem fiadores do seu empréstimo, a capacidade de endividamento deles perante o banco diminui drasticamente.
  • Exposição Patrimonial: Em caso de incumprimento, os bens do fiador podem ser chamados a responder pela dívida.
  • Desgaste Familiar: A pressão de saber que o seu património depende da gestão financeira de outra pessoa gera, invariavelmente, tensão em jantares e reuniões de família.

A Boa Notícia: O Contrato Não é uma Sentença Vitalícia

Muitos clientes acreditam que, uma vez assinado o contrato com fiadores, estes terão de lá permanecer durante os 30 ou 40 anos do empréstimo. Isto é um mito. Existem mecanismos legais e bancários para libertar estas pessoas desta responsabilidade:

  1. Exoneração de Fiadores: Pode solicitar ao seu banco atual a retirada dos fiadores se conseguir provar que a sua situação financeira melhorou (aumento de rendimentos) ou que o rácio entre a dívida e o valor da casa (LTV) baixou significativamente.
  2. Transferência de Crédito (A Solução Mais Eficaz): Se o seu banco atual se recusar a libertar os fiadores, a solução passa por levar o seu crédito para outra instituição. No mercado atual, muitos bancos estão dispostos a aceitar novos clientes sem fiadores, desde que o perfil atual seja sólido.

O Caso Especial dos Imóveis em Planta e Bem Futuro

Tal como vimos em análises de contratos de "Bem Futuro", a segurança jurídica é tudo. Se comprou uma casa em planta e o imóvel valorizou entretanto, essa valorização é o seu maior trunfo para negociar a saída dos fiadores. O banco sente-se mais seguro porque a garantia (a casa) vale agora muito mais do que o dinheiro que emprestou.

Quando é o Momento Certo para Atuar?

Se hoje tem estabilidade profissional, se o seu ordenado subiu ou se já amortizou uma parte considerável da dívida, não há razão para manter os seus pais presos ao seu crédito. Manter fiadores desnecessariamente é apenas manter um risco que já não faz sentido.

Devolva a Paz ao Próximo Jantar de Família

O meu trabalho como intermediária de crédito é redesenhar a sua estratégia financeira para que ela acompanhe a sua evolução de vida. Retirar os fiadores do seu crédito habitação é mais do que uma questão de números; é um ato de independência e de respeito por quem o ajudou no início.

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